quinta-feira, 30 de agosto de 2007

«Há uma música do povo (...)»


Como noticiado, termina hoje, na cerca do Castelo de Óbidos, a digressão de Mariza, acompanhada pela Orquestra Sinfonieta de Lisboa, pelos Lugares com História. A repetir-se o êxito do espectáculo do Porto, será uma noite inesquecível sob o céu de uma das vilas mais maravilhosas de Portugal. Mariza trará até nós a palavra dos poetas mais queridos dos portugueses, entre eles, Fernando Pessoa. A voz dos poetas na voz de Mariza trará até nós o milagre da POESIA. Nós vamos lá estar, com Fernando Pessoa.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

FADO EM ALBUFEIRA: Kátia Guerreiro canta Pessoa

No próximo dia 3 de Setembro, no Largo da Câmara Municipal de Albufeira, a fadista Kátia Guerreiro apresenta ao público temas do seu último álbum. Já em Fado Maior, o seu disco de estreia, Kátia Guerreiro dera voz de fado a poemas de Fernando Pessoa.

[Fonte: Imagem - Kátia Guerreiro em palco. Fotografia ICA. Google. Notícia - Texto assinado por Armando Alves, in Correio da Manhã, 29 de Agosto de 2007]

FERNANDO PESSOA em «Masculine», no Teatro Viriato, a 15 de Setembro

Fernando Pessoa, o “homem que podia ter sido”, serve de lema ao bailado Masculine, interpretado por quatro protagonistas, segundo coreografia de Paulo Ribeiro.
Depois da primeira apresentação ao público francês no Festival Temps d’Aimer de Biarritz, a peça será estreada em Portugal, em Viseu, no Teatro Viriato, dia 15 de Setembro de 2007.

[Fonte: Imagem - Fernando Pessoa. Fotografia de família. Google. Notícia - Diário Digital / Lusa, 28 de Agosto de 2007. Google]

DIZEMOS ADEUS a Alberto de Lacerda (1928-2007)

Em Londres, no passado domingo, dia 26 de Agosto, faleceu Alberto de Lacerda, o poeta “enigmático”.
Poeta do “género” e da “palavra sem pudor”, “exilado”, afastado do “cenáculo da poesia pátria”, soube deixar-nos marcas para o futuro. Agora é tempo de revisitar a sua obra publicada e a “arca dos inéditos”…
Com Fernando Pessoa comunga no altar da estética e da erudição ríspida. Tocado pelo classicismo britânico, também Alberto de Lacerda questiona o “Mundo” através da “Gnose”. Apontamos um poema à toa, de
Átrio (Lisboa, INCM, 1997).

«Nosso Pai Rosacruz conhece e cala»
Porque não existe
Nunca existiu

É uma ficção de século XVII

[Fonte: Imagem – Alberto de Lacerda em 1951. Fotografia de Fernando Lemos. Google. Poema – «Ce Vieux Plumage ou de La Fiction Avant Toute Chose» in Alberto de Lacerda, Átrio. Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997, p. 84]

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

FERNANDO PESSOA evocado em S. Pedro do Estoril

A 3 de Junho de 2000, em presença dos sobrinhos do poeta, teve lugar a cerimónia de descerramento de placa evocativa de Fernando Pessoa na casa de veraneio da família, em S. Pedro do Estoril, lugar onde Fernando Pessoa passou algumas temporadas. A cerimónia foi presidida pelo Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Cascais, José Jorge Letria. Deste evento temos notícia no Íbis: O Extra Persona - Boletim da Associação Fernando Pessoa. Lisboa, Associação Fernando Pessoa, 2000. Nº 18/19 (Abril a Junho de 2000), p. 28.

[Fonte: Imagem – Fernando Pessoa, os sobrinhos e outros familiares na casa de S. Pedro do Estoril. Fotografia da família
]

DIZEMOS ADEUS a Eduardo Prado Coelho (1944-2007)

No passado dia 25, pela manhã, faleceu Eduardo Prado Coelho, intelectual bem conhecido do grande público. Dele, e nesta altura, o País já disse muito. Eduardo Prado Coelho fica connosco na sua obra e na boa memória. Inserto no belíssimo livro-álbum intitulado Nacional e Transmissível pertence-lhe um dos mais poéticos e emotivos textos que alguma vez alguém escreveu sobre Fernando Pessoa: um texto simples, pleno de infância, delineado sobre versos do domínio comum.

[Fonte: Imagem – Capa do livro referenciado no texto. Eduardo Prado Coelho, Nacional e Transmissível. Lisboa, Guerra e Paz, 2006. Google]

ASSOCIAÇÃO FERNANDO PESSOA - Notas Históricas

A 30 de Abril de 2002, em "regime de substituição", e para o período de 2002-2004, foi empossada a seguinte direcção da Associação Fernando Pessoa:

Direcção
Presidente – Mário Máximo
Vice-Presidente – Manuela Nogueira
Tesoureira – Maria do Carmo Rodrigues
Secretária – Maria Isabel Máximo
Vogal – Luís Miguel Rosa Dias
Vogal – Victor Belém
Vogal – Helena Garrett
Vogal – Pedro Albuquerque
Vogal – José da Ponte

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

MEMÓRIAS DA ASSOCIAÇÃO FERNANDO PESSOA - Jantares Convívio realizados em 2004

Em 2004, a Associação Fernando Pessoa convidou Abel Lacerda, Eugénio Lisboa, Fernando Dacosta, Lagoa Henriques e José de Almada Negreiros a honrarem com a sua presença e comunicação os jantares convívio realizados no Martinho da Arcada.

A ASSOCIAÇÃO FERNANDO PESSOA PRECISA DE TI

A Associação Fernando Pessoa é uma associação cultural sem fins lucrativos e vive exclusivamente do contributo dos seus associados.

Caro associado, regulariza o pagamento da tua contribuição para a AFP através do pagamento da tua quota anual.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

ASSOCIAÇÃO FERNANDO PESSOA - Notas Históricas

A 20 de Abril de 2004, foram empossados na direcção dos órgãos sociais da Associação Fernando Pessoa, para o triénio 2004-2007, os seguintes corpos gerentes:

Mesa da Assembleia-Geral
Presidente – José António Cunha
Vice-Presidente – Risoleta Pinto Pedro
Secretária – Isabel Murteira França

Direcção
Presidente – Mário Máximo
Vice-Presidente – Manuela Nogueira
Tesoureira – Maria do Carmo Rodrigues
Secretária – Maria Isabel Máximo
Vogal – Victor Belém
Vogal – Helena Garrett
Vogal – Luís Miguel Rosa Dias
Vogal – Pedro Albuquerque
Vogal – Sara Ramos Pinto

Conselho Fiscal
Presidente – Carlos Pereira da Silva
Vogal – João Paulo Pinto Coelho Rosa Dias
Vogal – Virgílio Silveira Ramos

POETAS À SOLTA NO MARTINHO DA ARCADA

A 28 de Março de 2001, no Martinho da Arcada, teve lugar um serão literário de contornos diferentes para assinalar o Dia Mundial da Poesia (21 de Março). Nesse dia, os associados e convidados presentes ao jantar foram desafiados a dizer poesia de Fernando Pessoa, de outros poetas, ou da sua autoria, dando lugar ao conhecimento de outras vozes poéticas numa verdadeira assunção da liberdade que só a Poesia acalenta.
Neste mesmo dia, e para assinalar o Dia Mundial do Teatro, Mário Máximo e Francisco Queiroz encenaram a leitura da “peça-poema” da autoria de Mário Máximo, intitulada O Império do Futuro, espécie de “diálogo transfigurado” que Fernando Pessoa e o Padre António Vieira encetaram em "algum lugar sem tempo".

[Fonte: Imagem – A Transfiguração. Rafael. Óleo sobre madeira. Cerca de 1516. Roma, Pinacoteca Vaticana. Google]


ANTÓNIO TELMO - «Filosofia e Kabbalah»

Vogando por temas tão caros a Fernando Pessoa, num discurso simples, claro e pedagógico, António Telmo abordou os “mistérios”, os “símbolos” e os “sintagmas” da Gnose. Esta brilhante palestra decorreu há seis anos, aquando do jantar convívio realizado no Martinho da Arcada, dia 24 de Janeiro de 2001. Deste momento único, um dos mais interessantes que a Associação Fernando Pessoa organizou durante a sua existência (sic), ficou a notícia publicada no Íbis: O Extra Persona. Lisboa, Associação Fernando Pessoa, 2001. N.º 21 (Janeiro/Fevereiro/Março 2001), pp. 10-17. Vale a pena ler de novo a notícia, e a bibliografia publicada por António Telmo.

[Fonte: Imagem – Gravura antiga iluminada a aguarelas. Google]

CARLOS PEREIRA DA SILVA - «Pessoa, Pereira e Eu que não sou génio»

Foi a 25 de Novembro de 2000 que, no Martinho da Arcada, teve lugar o jantar convívio onde Carlos Pereira da Silva, Presidente do Conselho Fiscal da Associação Fernando Pessoa, foi o convidado de honra, e proferiu a palestra com o título acima citado. Afinal, Pereira da Silva “contou-nos” como certo dia, ao sair da “tabacaria do Alves”, deu de caras com o Álvaro de Campos que lhe sugeriu que comprasse um livro de poemas da sua autoria, e a narrativa prossegue “ao sabor da viagem”… (Silva, Carlos Pereira da, «Pessoa, Pereira e Eu que não sou génio» in Íbis: O Extra Persona. Lisboa, Associação Fernando Pessoa, 2001. N.º 21 (Janeiro/Fevereiro/Março 2001), pp. 4-9).

[Fonte: Imagem – Fernando Pessoa. Caricatura de Fernando Pessoa por David Levin, 1972. Google]

«Um Retrato para Fernando Pessoa: Quadras e Quadros - o fim de uma viagem»

Este é o título do artigo publicado no Íbis: O Extra Persona / Associação Fernando Pessoa / dir. Mário Máximo. Lisboa, Associação Fernando Pessoa, 2000. N.º 18/19 (Abril/Junho 2000), p. 29, que informa sobre o encerramento deste projecto da Associação Fernando Pessoa, no Hospital de S. Luís dos Franceses, dia 13 de Junho de 2000, após um período de itinerância de relevo. Voltemos ao texto:

Simbolicamente a Associação Fernando Pessoa encerrou a viagem do painel de homenagem ao poeta no mesmo local onde Fernando Pessoa partiu do convívio dos vivos, o Hospital de S. Luís dos Franceses. […] A cerimónia foi muito tocante. Para além dos diversos visitantes convidados, estiveram presentes, o Director-Geral, Dr. Herzog, o Director Clínico, Dr. Luís Mota Capitão, bem como a representar a Embaixada de França, o Cônsul Alaia Beucler (…).

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

«Eu, abaixo-assinado, juro por minha honra cumprir, e fazer cumprir, as funções que me são confiadas...»

Estas teriam sido as palavras solenes, introdutórias, e da praxe, que teriam sido ditas no lugar do estilo se em 1932 Fernando Pessoa tivesse sido chamado a tomar posse do cargo de director da Biblioteca-Museu Condes Castro Guimarães. Durante algum tempo o poeta aspirou a este projecto de vida, sendo mesmo curioso sublinhar que, na correspondência trocada com Ofélia, por mais de uma vez, a ida para Cascais é indicada por Fernando Pessoa como o momento necessário à reconstrução da obra; lugar e tempo para o começo de uma nova etapa de vida que nunca chegou a ser possível.
Não devem ser postas em causa as razões administrativas que terão informado a decisão mais competente do júri do concurso de então. Não devem, porque de nada adiantaria. Mas a Câmara Municipal de Cascais foi sensível ao lapso. Quanto não honraria hoje aquela instituição poder dizer que Fernando Pessoa foi, de facto, um dos seus funcionários. Por isso, no dia 30 de Novembro de 2000, em cerimónia anunciada e pública, realizou-se a sessão solene de tomada de posse de Fernando Pessoa como Director Honorário da Biblioteca-Museu Condes Castro Guimarães, passando o poeta a integrar o quadro de pessoal da Câmara Municipal de Cascais. No acto de posse, a CMC foi representada pelo Vereador da Cultura, José Jorge Letria, e, Fernando Pessoa, “agradecido e sensibilizado”, fez-se representar por “Mimi”, a sua sobrinha, Manuela Nogueira.

[Fonte: Imagem - Biblioteca-Museu Condes Castro Guimarães. Fotografia da Câmara Municipal de Cascais. Google]

MESTRE LIMA DE FREITAS (1927-1998)

A 5 de Outubro de 1998 falecia o pintor Lima de Freitas, sócio-fundador, e primeiro Presidente da Assembleia-Geral da Associação Fernando Pessoa. A Direcção da AFP prestou a devida homenagem ao Mestre Lima de Freitas através do depoimento que lhe foi dedicado: «A Morte de Um Amigo» in Íbis: Boletim da Associação Fernando Pessoa / dir. Mário Máximo. Lisboa, Associação Fernando Pessoa, 1998. N.º 8 (Outubro de 1998).

[Fonte: Imagem – Lima de Freitas. Google]

ASSOCIAÇÃO FERNANDO PESSOA - Notas Históricas

A 17 de Janeiro de 2001, cumprindo-se a decisão tomada em assembleia-geral então realizada, foram empossados na direcção dos Órgãos Sociais da Associação Fernando Pessoa, para o triénio 2001-2004, os seguintes corpos gerentes:

Mesa da Assembleia-Geral
Presidente – Carlos Manuel Costa Freitas
Vice-Presidente – Luís Miguel Rosa Dias
Secretária – Ana Cristina Maia

Direcção
Presidente – Francisco Pina Queiroz
Vice-Presidente – Manuela Nogueira
Tesoureira – Maria de Fátima Rodrigues
Secretária – Maria de Lourdes Boullion
Vogal – Victor Belém
Vogal – Helena Garrett
Vogal – Mário Máximo
Vogal – Maria do Carmo Rodrigues
Vogal – Maria Azenha

Conselho Fiscal
Presidente – Carlos Pereira da Silva
Vice-Presidente – Celestino Portela
Secretária – Isabel Murteira França

A POESIA DE PESSOA em letras de Fado


Já as fadistas, Cristina Branco e Mariza haviam cantado poemas de Fernando Pessoa; agora chegou a vez de Ana Moura dar voz à poesia de Fernando Pessoa no seu novo álbum Para além da saudade.
Acompanhada à guitarra portuguesa por Custódio Castelo, à viola por Jorge Fernando e à viola-baixo por Filipe Larsen, Ana Moura apresentou ao público o novo álbum no espectáculo realizado na praça do Meteorito, junto à Casa da Música, dia 11 de Agosto, no âmbito do ciclo Um Porto de Fado.

[Fonte: Imagem - Ana Moura. Fotografia de Carlos Ramos. Google]


quinta-feira, 9 de agosto de 2007

ÍBIS [1999-2000] - Índices

ÍBIS [1997-1998] - Índices

FERNANDO PESSOA NOUTROS SÍTIOS

Não só sobre Fernando Pessoa, mas também sobre Fernando Pessoa, um sítio à moda de um blogue, útil, bem organizado e cheio de poesia [Fernando Pessoa e Florbela Espanca]. Consultar já:
http://www.prahoje.com.br

DIZEMOS ADEUS a João Vário (1937-2007)

Foi hoje a enterrar na sua cidade, João Manuel Varela, falecido na madrugada de 8 de Agosto de 2007, no Mindelo, ilha de São Vicente, Cabo Verde.
João Manuel Varela, João Vário, o mais pessoano dos poetas da Lusofonia, “variadamente” assinava como Timóteo Tio Tiofe e G.T. Didial. Um grande escritor, e para sempre no Altar da Poesia.


[…] HÁ MUITO PASSADO NO ESTAR AQUI COM O TEMPO […]


[Fonte: Imagem – João Vário. Verso de João Vário. Google]

FERNANDO PESSOA NA MALAPOSTA - «Espaço Poético 06»

Em 2006, o Centro Cultural Malaposta, espaço cultural dependente da Câmara Municipal de Odivelas, dedicou toda uma semana à figura e obra de Fernando Pessoa, evocando o poeta em actividades culturais complementares entre si, encerrando este ciclo com a realização do espectáculo musical Wordsong Pessoa, no dia 21 de Março, Dia Mundial da Poesia.
Do conjunto da programação fizeram parte as seguintes actividades: projecção do filme O Teatro do Ser, de Teresa Rita Lopes e Victor Belém, seguida de tertúlia debate com a participação dos autores, de Mário Máximo e de Manuel Coelho, no dia 16; realização de uma “conferência pessoana” com a participação de José Manuel Ânes, Manuela Nogueira e Luís Miguel Rosa Dias, seguida de leitura encenada da peça O Marinheiro pelas actrizes Maria Amélia Matta, Paula Mora e Lúcia Maria, no dia 17; projecção do filme de Alain Tanner REQUIEM, no dia 18; realização de um recital de poesia com o actor João D’Ávila, no dia 20.
Durante toda esta semana, desde a 4.ª Feira, dia 15, e até 3.ª Feira, dia 21, esteve patente ao público a exposição de fotografia O Poeta em Pessoa, ideia, projecto e instalação da autoria de Victor Belém, patrocinada pela Associação Fernando Pessoa.

[Fonte: Imagem – Fernando Pessoa na Baixa. Fotografia de Horácio Novaes. Google]

LUGARES DE PESSOA - A casa da Rua Coelho da Rocha, n.º 16, 1.º Dto.

MANUELA NOGUEIRA - «Afectos, Amizades, Curiosidades em Fernando Pessoa»

A 10 de Março de 2006, no jantar convívio no Martinho da Arcada, Manuela Nogueira, convidada de honra da Associação Fernando Pessoa, dissertou sobre os Afectos, Amizades, Curiosidades em Fernando Pessoa, recorrendo à memória familiar, mas também às suas memórias pessoais sobre o seu tio, Fernando Pessoa.
Desfiando episódios da infância, evocando lembranças guardadas e transmitidas por sua mãe, “Teca”, a muito querida irmã do poeta, identificando o espólio pessoano ainda em posse da família, apontando as dedicatórias nos livros, Manuela Nogueira prendeu a assistência com o seu discurso do coração.

[Fonte: Imagem – Manuela Nogueira. Fotografia na página da Assírio & Alvim. Google]

FERNANDO CRISTÓVÃO - «O Conceito de Lusofonia em Fernando Pessoa»

Em 2006, a Associação Fernando Pessoa iniciou o seu programa de actividades no dia 27 de Janeiro, com o jantar convívio no Martinho da Arcada, onde o convidado, o Professor Fernando Cristóvão, apresentou a comunicação: O Conceito de Lusofonia em Fernando Pessoa.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

ÁLBUM FOTOGRÁFICO DOS ASSOCIADOS

[Manuela Nogueira e Mário Máximo durante a sessão realizada no Porto,
na sede da UNICEPE, dia 8 de Abril de 2005. Fotografia da UNICEPE]

MARINA TAVARES DIAS - «Mário de Sá-Carneiro na Lisboa Pessoana»

Marina Tavares Dias, estudiosa especializada em iconografia de Lisboa foi a convidada da Associação Fernando Pessoa para o jantar convívio do Martinho da Arcada de dia 19 de Maio de 2006. Na oportunidade, perante uma sala cheia de público interessado, Marina Tavares Dias foi a cicerone na viagem pelo tempo através da Lisboa de Mário de Sá-Carneiro e de Fernando Pessoa, visitando os lugares, as modas, os usos e os costumes de uma época já distante mas tão próxima.

[Fonte: Imagem - Elevador de São Julião, também conhecido por Elevador da Biblioteca ou do Município. Fotografia de Eduardo Portugal. CML/AFML - BO95703. Google]

AGOSTINHO DA SILVA (1906-1994)

[Fonte: Imagem - Agostinho da Silva. Fotografia da Câmara Municipal de Sintra. Google]

PAULO BORGES - «Agostinho da Silva e Fernando Pessoa»

No ano em que se comemorou o Centenário do Nascimento de Agostinho da Silva (1906-1994), a Associação Fernando Pessoa convidou o Presidente da Associação Agostinho da Silva, Paulo Esteves Borges, para apresentar a comunicação Agostinho da Silva e Fernando Pessoa, no decurso do jantar convívio realizado no Martinho da Arcada, dia 26 de Setembro de 2006.
Com esta iniciativa a Associação Fernando Pessoa procurou associar-se às comemorações do Centenário, evocando o nome de um dos maiores pensadores da Cultura Portuguesa, verdadeiro emissário da Língua e do espírito da universalidade, princípios caros a Fernando Pessoa.

[Fonte: Imagem – Agostinho da Silva fotografado por Paulo Borges. Fotografia de Paulo Borges. Google]

terça-feira, 7 de agosto de 2007

AMIZADE E TERTÚLIA NO PORTO - UNICEPE

Por ocasião da realização do 67.º Jantar da Amizade da Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL, entidade sedeada na Praça de Carlos Alberto, n.º 128-A, no dia 8 de Abril de 2005, no Porto, a convite da UNICEPE, Manuela Nogueira falou das suas memórias a respeito do seu tio, Fernando Pessoa, em abordagem sentimental própria de quem pôde privar de perto com o grande escritor.
Durante o evento, Mário Máximo, Presidente da Direcção da Associação Fernando Pessoa, apresentou o novo título de Manuela Nogueira, Fernando Pessoa: Imagens de uma Vida, editado pela Assírio & Alvim em 2005.

[Fonte: Imagem – Capa do livro referenciado no texto. Manuela Nogueira, Fernando Pessoa: Imagens de uma Vida. Lisboa, Assírio & Alvim, 2005. Google]

PESSOA NO CAMARIM, por Victor Belém

Este hipotético retrato de Fernando Pessoa sentado em frente do espelho do camarim do “Teatro da Vida e da Poesia” é uma obra da autoria de Victor Belém, actual Presidente da Direcção da Associação Fernando Pessoa.
Victor Belém fez o retrato de Pessoa no Camarim, de propósito para este blogue, em 2007.

ALÉM DE TUDO, A MEMÓRIA

A Casa Fernando Pessoa, inaugurada em 1993, é um equipamento cultural da Câmara Municipal de Lisboa e ocupa o prédio urbano sito na Rua Coelho da Rocha, n.º 16, a Campo de Ourique.
Do edifício original onde Fernando Pessoa habitou partir de 1920, e até à data do seu falecimento (1935), foi conservada apenas a fachada, tendo o interior sido alvo de profundas obras de reconstrução e de adaptação às novas finalidades, conforme projecto de arquitectura da autoria de Daniela Ermano.
Hoje, podemos subir o primeiro lanço da escada de acesso ao andar onde Fernando Pessoa habitou (o 1.º anadar esquerdo), tocar o mesmo corrimão, e podemos visitar o espaço que, embora reconstruído, corresponde ao espaço do antigo quarto do poeta, lugar onde se guarda a estante com a sua biblioteca pessoa e a cómoda que foi sua.
A Casa Fernando Pessoa apresenta-se como um centro cultural e de vivência literária, onde têm lugar as mais variadas actividades, desde visitas de estudo, ateliers infantis dedicados aos mais jovens, apresentação de livros, conferências, debates, exposição de artes plásticas e de fotografia, etc.
Saliente-se que a Casa inclui uma biblioteca especializada em poesia portuguesa e estrangeira, dotada de uma boa área de referência, servido a pesquisa e a investigação em torno da obra de Fernando Pessoa.
A Casa Fernando Pessoa edita a revista “Tabacaria”, órgão de comunicação cultural da instituição (a edição está de momento suspensa).
Desde 1993, e até ao presente, a Casa Fernando Pessoa foi dirigida e acompanhada por Manuela Júdice (1993-1999), por Clara Ferreira Alves (2002-2006), e por Francisco José Viegas (nomeado director em Fevereiro de 2006).

[Fonte: Imagem – Estante e biblioteca pessoal de Fernando Pessoa colocadas no quarto dito de Fernando Pessoa. Fotografia disponível em
www.mundopessoa.blogspot.com]

POESIA ASSOCIADA - Manuela Nogueira


Extraídos do livro Ritual Sem Palco, publicamos estes dois poemas de Manuela Nogueira:

Viver é apenas um calafrio

Sou velha por fora e nova por dentro
o coração ao centro
é um músculo desgraçado
mal feito e mal apelidado
bombeia apenas o sangue
ás vezes fica exangue
de tanta e tonta correria
não mudei a fisionomia
deste mundo em desvario
viver é apenas um calafrio
no rol eterno das gerações
sofro de más digestões
por via do noticiário
de más notícias é vário
esquece e esconde todo o bem
Esquece os poetas também.

À PROCURA DE DESTINO

Cheguei como página branca
À procura de destino
Meus dias foram letras
Arrumadas em desatino
Armei tenda em Feira Franca
Cozi palavras, colei obras
Ergui castelos de espuma
Sou militar em manobras

O mundo a que cheguei
Foi tombando e rebolando
“Só sei que nada sei”.
Sem rigor, sem fé, sem lei
vivo ainda procurando
com a tenda desarmada
as letras em barafunda
num livro de capa selada.

Quando o espanto era maior
aprendi a sorrir sorrir
– um pateta safa-se melhor –



ANTÓNIO MEGA FERREIRA - «Cosmópolis: Uma Arca Cheia de Projectos»

Foi a 25 de Novembro de 2005 que António Mega Ferreira, a convite da Associação Fernando Pessoa, apresentou a comunicação Cosmópolis: Uma Arca Cheia de Projectos, no Martinho da Arcada, perante uma sala apinhada de público.
António Mega Ferreira é, a todos os níveis, um excelente comunicador e, neste caso, elegeu um tema que não podia interessar mais os presentes, porquanto, lhes apresentava um outro Fernando Pessoa, algo desconhecido do grande público.
Fernando Pessoa, para além do vulto literário de primeira água, foi também um cidadão interessado, observador do real, inventivo, refém da sua enorme curiosidade, dedicando-se a um escrevinhar de ideias e de projectos a realizar em tempo algum.
Mega Ferreira, autor do título Fazer pela Vida: um retrato de Fernando Pessoa, o empreendedor, editado pela Assírio & Alvim em 2005, falou sobre este Fernando Pessoa escondido: um ser que apontava frases, firmas e títulos em todos os papéis, que anotava séries e coleccionava ideias, que reflectia e “sonhava” sobre “muitos universos”.
Este jantar convívio no Martinho da Arcada foi memorável.

[Fonte: Imagem – Capa do livro referenciado no texto. António Mega Ferreira, Fazer pela Vida: um retrato de Fernando Pessoa, o empreendedor. Lisboa, Assírio & Alvim, 2005. Google]

ERNESTO MELO E CASTRO - «Pessoa, Metade de Nada»

A 27 de Janeiro de 2005, realizou-se no Martinho da Arcada o jantar convívio com a participação do escritor e artista Ernesto Melo e Castro que, na altura, dissertou sobre Pessoa, Metade de Nada.

[Fonte: Imagem – Fotografia de Ernesto Melo e Castro. Google]

ENCONTRO POÉTICO NA PONTA DO SAL

No dia 21 de Outubro de 2006, em tarde amena e cinzenta, realizou-se no auditório do Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal, espaço dependente da Câmara Municipal de Cascais, um encontro poético pessoano promovido pela Associação Fernando Pessoa.
A sessão foi presidida por Manuela Nogueira e Victor Belém, e reuniu cerca de trinta a quarenta participantes, entre associados e convidados. Cármen Filomena e Elsa de Noronha disseram poemas de Fernando Pessoa. Dos presentes, disseram poemas da sua autoria, entre outros, Manuela Nogueira, a actriz Isabel Ruth, o mestre Lagoa Henriques e o escultor Carlos Amado.

[Fonte: Imagem – Vista aérea da Ponta do Sal, e do Centro de Interpretação Ambiental. Fotografia editada pela Câmara Municipal de Cascais. Google]

Fernando Pessoa, António Botto e outros no Café Martinho da Arcada

[Fonte: Imagem - Fernando Pessoa, António Botto, e outros, sentados a uma mesa do Café Martinho da Arcada. Google]

«Poema de Cinza à Memória de Fernando Pessoa» por António Botto

Se eu pudesse fazer com que viesses
Todos os dias, como antigamente,
Falar-me nessa lúcida visão –
Estranha, sensualíssima, mordente;
Se eu pudesse contar-te e tu me ouvisses,
Meu pobre e grande e genial artista,
O que tem sido a vida – esta boémia
Coberta de farrapos e de estrelas,
Tristíssima, pedante, e contrafeita,
Desde que estes maus olhos numa névoa
De lágrimas te viram num caixão;
Se eu pudesse, Fernando, e tu me ouvisses,
Voltávamos à mesma: Tu, lá onde
Os astros e as divinas madrugadas
Noivam na luz eterna de um sorriso;
E eu, por aqui, vadio da descrença,
Tirando o meu chapéu aos homens de juízo…
Isto por cá vai indo como dantes;
O mesmo arremelgado idiotismo
Nuns Senhores que tu já conhecias
- Autênticos patifes bem falantes…
E a mesma intriga; as horas, os minutos,
As noites sempre iguais, os mesmos dias,
Tudo igual! Acordando e adormecendo
Na mesma cor, do mesmo lado, sempre
O mesmo ar e em tudo a mesma posição
De condenados, hirtos a viver
Sem estímulo, sem fé, sem convicção…

Poetas, escutai-me: transformemos
A nossa natural angústia de pensar –
Num cântico de sonho!, e junto dêle,
Do camarada raro que lembramos
Fiquemos uns momentos a cantar!


[Fonte: Poema – Antologia de Poemas Portugueses Modernos por Fernando Pessoa e António Botto. Coimbra, Editorial Nobel, 1944; pp. 189-190]

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

«À minha querida mamã»

«CAVALO DE SOMBRA, CAVALEIRO MONGE» (poema de Fernando Pessoa, música de Mário Pacheco), cantado por Mariza

Durante a segunda quinzena de Agosto a fadista Mariza fará uma digressão nacional em torno dos Lugares com História. A digressão começará a 14 de Agosto na Fortaleza de Sagres e terminará a 30 de Agosto em Óbidos, na cerca do castelo.

Acompanhada por Luís Guerreiro na guitarra portuguesa, António Neto na viola, Vasco de Sousa na viola baixo, João Pedro Ruela na percussão, e pela Sinfonieta de Lisboa, esta digressão devolver-nos-á o espectáculo ocorrido junto à Torre de Belém, em Setembro de 2005, concerto gravado e comercializado em CD e DVD.

[Fonte: Imagem – Mariza. Capa do CD do Concerto em Lisboa. Google]

REENCONTRO DE GIGANTES - Fernando Pessoa e Miguel Torga

Em verdade, Miguel Torga talvez não tivesse a melhor opinião sobre Fernando Pessoa. Porventura, dele guardava a ideia de um ser rectilíneo, frio, autor de uma poética pensada, muito mais do que sentida, pouco simpático, pouco condescendente.
Esta é a opinião com que se fica ao ler as palavras com que Fernando Pessoa apreciou (desapreciou, ou anotou…), os poemas do jovem Miguel Torga. Aquelas palavras têm pouca temperatura e não parecem divisar uma nova voz poética.
Agora, passado tanto tempo, no ano em que se comemora o centenário do nascimento de Miguel Torga, é com imensa ternura (tocada de cândida ironia) que assinalamos a inauguração da Casa-Museu Miguel Torga, precisamente, ali, na Praceta Fernando Pessoa, onde a Câmara Municipal de Coimbra mandou plantar torgas.
A Casa-Museu Miguel Torga é um equipamento cultural da Câmara Municipal de Coimbra e será um centro de interpretação activo da vida e obra do escritor. O acto inaugural está agendado para o próximo dia 12 de Agosto, festa natalícia de Miguel Torga, e abre ao público a 16.
Fruto da doação feita por Clara Rocha, filha do poeta, a Casa-Museu Miguel Torga guarda manuscritos, correspondência pessoal, a biblioteca, a pinacoteca, mobiliário e objectos pessoais.

[Fonte: Imagem – Retrato de Miguel Torga. Óleo de Guilherme Filipe. CMC-CMMT. Google]

LUGARES DE PESSOA - "A Brasileira" do Chiado


A Brazileira, ao Chiado, fundada em 1905 por Adriano Telles, havia de tornar-se num dos mais concorridos e frequentados cafés da cidade, lugar eleito para o encontro de artistas e escritores.

[Fonte: Imagem - Café A Brasileira do Chiado, 1911. Fotogarfia de Joshua Benoliel. AFML-A4220. Google]

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

ESTATUTOS DA ASSOCIAÇÃO FERNANDO PESSOA

Os Estatutos da Associação Fernando Pessoa foram redigidos por Carlos Manuel Costa Freitas, primo de Fernando Pessoa, eminente jurista, sócio honorário e Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Associação Fernando Pessoa até à data do seu falecimento.

Os Estatutos, na sua última versão, foram aprovados em reunião de Assembleia-Geral realizada no dia 14 de Abril de 2003.

Em 2005, a Câmara Municipal de Lisboa apoiou a Associação Fernando Pessoa, viabilizando a impressão de uma brochura com os Estatutos através Imprensa Municipal, numa tiragem de 500 exemplares, paginação de Helena Garrett, capa e ilustração final de Mário Belém [capa reproduzida em cima].


ESTATUTOS

CAPÍTULO I

DA ASSOCIAÇÃO

ARTIGO PRIMEIRO
Natureza, Duração e Sede


Um – É constituída por tempo indeterminado e reger-se-á por estes estatutos a Associação Cultural sem fins lucrativos, denominada Associação Fernando Pessoa, abreviadamente, AFP.

Dois – A AFP manterá permanentemente a sua total independência ideológica, confessional, económica, social, cultural, técnica e científica face a outras instituições, homólogas ou não, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras.

Três – A AFP salvaguarda o direito de estabelecer relacionamento institucional fraterno com outras organizações afins, mediante protocolo escrito, assinado e com reconhecimento notarial das assinaturas.

Quatro – A AFP tem a sua sede na Av. Infante Santo, n.º 25, 7.º andar direito, em Lisboa, freguesia dos Prazeres, concelho de Lisboa, a qual poderá ser livremente transferida para outro local, mediante simples decisão unânime da Direcção.

ARTIGO SEGUNDO
Princípios e Objectivos


A AFP tem por objecto o estudo e divulgação de toda a obra, já conhecida ou a conhecer, de todos os géneros literários abordados por Fernando Pessoa, seus heterónimos, semi-heterónimos e personalidades literárias, nomeadamente a obra poética, ficcionista, filosófica e esotérica. O estudo e a divulgação referidos poderão assumir diferentes formas, entre as quais a promoção de conferências, colóquios, encontros, congressos, mesas redondas, seminários, exposições temáticas, concertos, recitais e edição de publicações escritas e audiovisuais no âmbito estrito da actividade da AFP.

CAPÍTULO II
DOS SÓCIOS

ARTIGO TERCEIRO
Condições de admissão


Um – A AFP admitirá como associadas todas as pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, que pretendam contribuir com o seu interesse, esforço, patrocínio ou auxílio monetário para a prossecução do objecto de actividade anteriormente definido.

Dois – Todas as candidaturas de admissão a sócio serão analisadas, e sancionadas ou rejeitadas, em reunião de Direcção, não cabendo recurso da sua decisão.

ARTIGO QUARTO
Categorias de sócios


Um – Os sócios da AFP agrupam-se nas seguintes categorias:
a) sócios fundadores;
b) sócios efectivos;
c) sócios colectivos;
d) sócios beneméritos;
e) sócios honorários;
f) sócios correspondentes.

Dois – São sócios fundadores da AFP todos os membros que como tal foram designados em acta na primeira reunião da Direcção.
a) os sócios fundadores têm os mesmos direitos e deveres dos efectivos considerando-se a sua isenção de quotização no primeiro ano de existência da Associação;
b) os sócios fundadores, enquanto existirem, estarão obrigatoriamente representados na Direcção pelo menos com um dos seus membros.

Três – São sócios efectivos os candidatos que satisfaçam o pagamento das quotas correspondentes a esta categoria, adquirindo o direito de voto a partir da segunda Assembleia-Geral, inclusive, realizada após a sua admissão.

Quatro – São sócios colectivos todas as entidades ou pessoas colectivas, nacionais ou estrangeiras, que paguem o correspondente a dez vezes o preço anual da quota dos sócios efectivos, tendo os mesmos direitos e deveres que aqueles.
a) Os sócios colectivos devem nomear um seu representante para exercer o direito de voto.

Cinco – São sócios beneméritos aqueles cuja quotização seja igual ou superior a cem vezes o valor da quota do sócio efectivo, ou que tenham doado ou legado bens ou importância em numerário. Estes sócios, para além dos direitos e deveres dos sócios efectivos, têm ainda direito a um diploma que autentica o seu título.

Seis – São sócios honorários as pessoas ou entidades a quem esta categoria for reconhecida pela Direcção:
a) pelo seu estatuto intelectual;
b) pela contribuição para o estudo e divulgação da obra de Fernando Pessoa;
c) os sócios honorários não pagam quotas, e têm direito a um diploma que autentica o seu título.

Sete – São sócios correspondentes os sócios que residam no estrangeiro. Estes sócios têm os mesmos direitos e deveres que os sócios efectivos com excepção do pagamento de quota anual.

ARTIGO QUINTO
Direitos dos sócios


Um – Constituem direitos dos sócios, com excepção dos sócios honorários, o que segue:
a) frequentar a sede social;
b) ser informado ordinariamente dos projectos e actividades em curso bem como da situação administrativa e financeira passada e presente ou, extraordinariamente, através da devida solicitação escrita à Direcção;
c) participar nas actividades regulamentares e estatutariamente definidas dando prossecução à actividade da AFP;
d) votar e eleger os órgãos sociais;
e) participar nas assembleias-gerais;
f) efectuar sugestões aos órgãos sociais.

Dois – Constituem direitos honorários apenas o disposto nas alíneas a), b), c), e) e f) do nº 1.

ARTIGO SEXTO
Deveres dos sócios


Um – Constituem deveres dos sócios, com excepção dos honorários:
a) pagar as quotas fixadas;
b) participar nas assembleias-gerais;
c) cumprir as obrigações estatutárias e regulamentares assumidas.

Dois – A Direcção pode isentar temporariamente do dever de pagamento de quota qualquer sócio, a pedido fundamentado deste, sem que ele perca qualquer dos seus direitos, desde que se verifiquem razões válidas para esse efeito.

ARTIGO SÉTIMO
Quotas


O valor da quota a pagar pelos sócios é estabelecido anualmente em Assembleia-Geral, sobre proposta da Direcção.

ARTIGO OITAVO
Perda da qualidade de sócio


A qualidade de sócio perde-se por verificação de alguma das seguintes causas:
a) renúncia, em carta dirigida à Direcção;
b) falecimento do sócio ou, no caso de pessoa colectiva, sua extinção, mantendo-se, todavia, reservado o respectivo número em ambas as situações;
c) decisão da Direcção, justificada por motivo grave e sancionada pela Assembleia-geral;
d) não pagamento de quotização em atraso, no prazo de um ano, a contar de notificação para o efectuar, feita por escrito.

CAPÍTULO TERCEIRO

ARTIGO NONO
Património

Sem prejuízo do disposto no número 1 do artigo 1º. dos presentes estatutos, o património de receitas e bens da AFP será constituído nomeadamente através de:
a) contribuições dos sócios;
b) receitas próprias resultantes das suas actividades regulamentares e estatutárias, patentes nos seus princípios e objectivos;
c) financiamentos, subsídios e donativos atribuídos pelo Estado e/ou pessoas individuais ou colectivas, públicas ou privadas;
d) móveis ou imóveis adquiridos gratuita ou onerosamente.

CAPÍTULO QUARTO

ARTIGO DÉCIMO
Órgãos sociais


Um – São órgãos sociais da AFP:
a) a Assembleia-geral;
b) a Direcção;
c) o Conselho Fiscal.

Dois – Os órgãos sociais são eleitos trienalmente pela Assembleia-Geral.

Três – Não são acumuláveis cargos de órgãos sociais distintos.

ARTIGO DÉCIMO PRIMEIRO
Assembleia-Geral


Um – A Assembleia-Geral é o órgão máximo da AFP.

Dois – A Assembleia-Geral é composta por:
a) Mesa da Assembleia-Geral com:
um presidente;
um vice-presidente;
um secretário.
b) O plenário, composto pelos sócios.

Três – A Assembleia-Geral deve ser convocada por carta enviada a todos os sócios, com quinze dias de antecedência mínima sobre a data em que se realizará, para a morada dada como sua residência postal, mediante convocatória do presidente da Assembleia Geral, por iniciativa própria ou a pedido do presidente da Direcção ou do presidente do Conselho Fiscal ou de vinte sócios efectivos, neste último caso necessariamente formulado por escrito.

Quatro – Ao presidente da Assembleia-Geral compete ainda:
a) dirigir e orientar a ordem de trabalhos do plenário;
b) empossar os membros da Direcção e do Conselho Fiscal.

Cinco – À Assembleia-Geral compete, quando convocada para o efeito:
a) eleger trienalmente os membros dos órgãos sociais;
b) alterar os estatutos e demitir ou suspender os órgãos sociais, em qualquer dos casos necessariamente com voto favorável de setenta e cinco por cento dos sócios presentes e no gozo efectivo dos seus direitos, à data da realização da assembleia para o efeito convocada;
c) aprovar o relatório anual e contas da Direcção;
d) fixar e alterar o quantitativo e a periodicidade das contribuições dos sócios;
e) deliberar sobre a extinção da AFP se, para o efeito, se verificar o voto favorável de pelo menos setenta e cinco por cento de todos os associados;
f) nomear a comissão liquidatária decorrente da situação anterior;
g) deliberar sobre todos os aspectos não expressamente excluídos da sua competência.

Seis – A Assembleia-Geral reúne, ordinariamente, no primeiro trimestre de cada ano para análise e votação do Relatório de Actividades e Contas apresentado pela Direcção e para apreciação do plano de actividades anual e, extraordinariamente, sempre que seja julgado premente e necessário por quem tenha poderes para solicitar a sua convocatória.

Sete – A Assembleia-Geral só poderá reunir, em primeira convocatória, com um mínimo de vinte por cento dos sócios efectivos; em segunda convocatória poderá reunir com qualquer número de sócios.

ARTIGO DÉCIMO SEGUNDO
Direcção


Um – A Direcção é constituída por:
a) um presidente;
b) um vice-presidente;
c) um secretário;
d) um tesoureiro;
e) cinco vogais.

Dois – À Direcção compete:
a) representar institucionalmente a AFP em todas e quaisquer circunstâncias a ela exteriores;
b) dinamizar, coordenar e apoiar as actividades da AFP;
c) gerir os recursos económicos, financeiros e humanos da AFP;
d) disponibilizar os meios necessários ao funcionamento dos restantes órgãos sociais;
e) solicitar a convocação da Assembleia-Geral;
f) executar as deliberações da Assembleia-Geral;
g) definir as condições de admissão de novos sócios;
h) prestar aos sócios todos os esclarecimentos por eles pedidos acerca da actividade administrativa e financeira;
i) propor à Assembleia-Geral a destituição ou suspensão de qualquer dos seus membros;
j) decidir sobre a admissão de sócios de qualquer das categorias;
l) criar e dissolver comissões permanentes ou eventuais e estabelecer a sua composição competência, assim como os respectivos regulamentos internos;
m) efectuar sugestões e propostas aos restantes órgãos sociais;
n) transferir a localização da sede social.

Três – A Direcção reúne ordinariamente com uma periodicidade mínima mensal e extraordinariamente sempre que qualquer dos seus elementos o solicite.

Quatro –
a) se, por renúncia ou qualquer outra forma, a maioria dos seus membros cessar o exercício das suas funções, a Direcção considera-se demissionária, devendo o presidente da Assembleia-Geral, logo que tenha conhecimento da situação, convocar a assembleia para eleger nova Direcção;
b) enquanto não for eleita nova Direcção, a Direcção demissionária deverá permanecer em funções, com competência, apenas, para assegurar a gestão corrente da AFP.

ARTIGO DÉCIMO TERCEIRO
Conselho Fiscal

Um – O Conselho Fiscal é composto:
a) um presidente;
b) um Secretário;
c) um Vogal.

Dois – São atribuições do Conselho Fiscal:
a) fiscalizar os actos administrativos praticados pela Direcção, os seus livros, registos contabilísticos e os documentos que lhe servem de suporte;
b) apresentar à Assembleia-Geral ordinária o Parecer sobre o Relatório e Contas do exercício da Direcção, dentro do prazo estatutário;
c) fiscalizar o cumprimento das disposições legais, dos Estatutos e do Regulamento interno;
d) propor ao Presidente da Mesa da Assembleia-Geral, perante situações de irregularidade que detecte, ou eventuais atitudes de gestão inadequada, a adopção das medidas correctivas que entenda convenientes.

Três – O Conselho Fiscal reúne sempre que convocado pelo seu Presidente, por iniciativa própria ou a pedido de qualquer dos seus membros, do Presidente da Assembleia-Geral ou do Presidente da Direcção.

CAPÍTULO V
DISPOSIÇÕES GERAIS


ARTIGO DÉCIMO QUARTO
Actas


Das reuniões de qualquer órgão social é sempre lavrada acta, que deve ser assinada por todos os presentes ou, no caso da Assembleia-Geral, pelos membros da respectiva Mesa.

ARTIGO DÉCIMO QUINTO
Vinculação da Associação


Um – A AFP obriga-se, nas decisões de carácter estratégico, com as assinaturas do Presidente e de outro membro da Direcção.

Dois – A movimentação de contas bancárias da AFP será, sempre, efectuada através de duas assinaturas. Uma será, obrigatoriamente, a do Tesoureiro e a outra será a assinatura de um dos dois membros da Direcção para o efeito por ela designados.

ARTIGO DÉCIMO SEXTO
Disciplina


O regime disciplinar a aplicar aos sócios por falta de cumprimento dos seus deveres será objecto de Regulamento interno e, na ausência deste, as penas a aplicar serão propostas pela Direcção e ratificadas pela Assembleia-Geral.

ARTIGO DÉCIMO SÉTIMO
Alteração dos Estatutos

Os Estatutos poderão ser revistos ou alterados em Assembleia-Geral convocada para o efeito, desde que a revisão ou alteração obtenha o voto favorável de pelo menos setenta e cinco por cento das presenças.

ARTIGO DÉCIMO OITAVO
Dissolução da Associação


A dissolução da AFP deliberada pela Assembleia-Geral só se torna efectiva após nomeação de uma Comissão Liquidatária que decidirá sobre o destino do seu património móvel e imóvel, bem como do activo líquido eventualmente existente.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

ELEIÇÃO PARA OS CORPOS SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO FERNANDO PESSOA, para o triénio de 2007-2010

A 14 de Abril de 2007 foram empossados na direcção dos órgãos sociais da Associação Fernando Pessoa, para o triénio 2007-2010, os seguintes corpos gerentes:

Mesa da Assembleia-Geral
Presidente – Mário Máximo
Vice-Presidente – José Manuel Anes
Secretária – Isabel França

Direcção
Presidente – Victor Belém
Vice-Presidente – Pedro Albuquerque
Tesoureira – Maria Isabel Máximo
Secretário – Ernâni Oliveira
Vogal – Helena Garrett
Vogal – Luís Miguel Rosa Dias
Vogal – Manuela Nogueira
Vogal – Maria do Carmo Rodrigues
Vogal – José António Cunha

Conselho Fiscal
Presidente – Carlos Manuel Pereira da Silva
Vice-Presidente – Maria Aline Andrade
Secretário – Virgílio Silveira Ramos

NOTÍCIAS DO CAFÉ MARTINHO DA ARCADA - Jantar Convívio de despedida de Mário Máximo



A 17 de Janeiro deste ano, no Martinho da Arcada, realizou-se um jantar convívio para assinalar a despedida simbólica de Mário Máximo do cargo de Presidente da Direcção da Associação Fernando Pessoa, cargo que desempenhou no período de tempo que medeia entre os anos de 2002 e 2007, sucedendo a Francisco Queiroz (2001-2002), e a Victor Belém (1998-2000).
Cabe referir que Mário Máximo é membro fundador da AFP, e que ao longo dos dez anos de existência desta associação integrou sempre o elenco das diferentes direcções, contribuindo com a sua energia e o seu entusiasmo para o crescimento e para a afirmação da AFP em todas as instâncias. Na hora da despedida, Mário Máximo quis afirmar:

(…) Foi com grande orgulho que durante quatro anos e meio dirigi a AFP. Em toda a minha actividade e decisões tive sempre como principais objectivos aqueles que levaram à criação desta associação: estudar, divulgar e debater a obra de Fernando Pessoa bem como promover um vasto debate cultural à volta dos grandes temas da cultura portuguesa. Sei que esses objectivos foram plenamente atingidos. (…) Mas é chegado o momento de entregar o testemunho. Fá-lo-ei com alegria e com a noção do dever cumprido pois sei que aqueles que vierem a ser democraticamente escolhidos pelos associados serão, sem dúvida, os mais qualificados para liderarem os novos rumos da AFP. [Este] momento […] não é de adeus mas sim de mudança (…).

Os elementos dos vários órgãos sociais, bem todos os associados, estão bem cientes da veracidade destas palavras, e são conhecedores do bom trabalho desenvolvido por Mário Máximo à frente dos destinos da Associação Fernando Pessoa.
Neste dia especial para si, Mário Máximo fez ainda questão de ser o orador convidado, tendo proferido uma comunicação subordinada ao tema A procura da unidade na obra poética de Fernando Pessoa.
Ao final da noite, em representação da colectividade, e enquanto tutora de facto desta especial herança, coube a Manuela Nogueira encerrar a sessão através de acto breve e emotivo, entregando a Mário Máximo uma placa de parta gravada com os respectivos votos de agradecimento e de sincera homenagem.

[Fonte: Imagem – Mário Máximo. Fotografia de Sandra Adónis. Google]

FERNANDO PESSOA na poesia de Arménio Vieira

Arménio Vieira, poeta cabo-verdiano nascido na cidade da Praia, ilha de Santiago, Cabo Verde, em 1941, é o autor de dois belíssimos poemas onde Fernando Pessoa é revisitado.
Embora Arménio Vieira seja autor de uma obra poética fulgurante, não é fácil aceder à mesma já que os seus títulos não estão disponíveis no mercado livreiro nacional, o que é pena, e o que justifica esta nossa notícia e a transcrição de parte do poema Ser Poeta (Arménio Vieira, Poemas, Mindelo, Ilhéu Editora, 1998; p.57).

Ser Poeta

1
O poeta é um fingidor…
um pedreiro muito lido
calceteiro dolorido
cujas pedras são pedaços
que ele arranca dos penhascos
de uma alma nua e sua
e da alma de outros poetas
(…)


Bibliografia de Arménio Vieira:
Poemas. Lisboa, África Editora, 1981.
O Eleito do Sol. Praia, Edição Sonacor, 1990.
Poemas [reedição]. Mindelo, Ilhéu Editora, 1998.
No Inferno. Praia e Mindelo, Centro Cultural Português, 1999.
Mitografias. Mindelo, Ilhéu Editora, 2005.


[Fonte: Imagem – Capa da folha poética Sopinha de Alfabeto, N.º 2, Praia, Gráfica Mindelo, 1987. Inclui colaboração de Arménio Vieira. Google]