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quinta-feira, 8 de julho de 2010

D. SEBASTIÃO – Fernando Pessoa


Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.


Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,

Cadáver adiado que procria?


Fernando Pessoa, in «Mensagem»

[...] Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?


[...]

Cadáver adiado que procria…

[Imagem: Capa. Fonte – Google.]

quarta-feira, 11 de março de 2009

«Marketing em Pessoa»


Editado pelas Edições IPAM, a obra reúne de originais de Fernando Pessoa, criteriosamente seleccionados, abordando temas técnicos genéricos nas áreas da Economia, da Gestão, e da Comunicação, redigidos numa época em que o Marketing era ainda uma “ciência” desconhecida ou menos conhecida.

A qualidade e a argúcia com que o autor aborda as diversas matérias fazem deste livro um peça fundamental para o conhecimento do “pensamento poliédrico” deste autor.


Ficha Técnica:

Título: Marketing em Pessoa
Autor: Fernando Pessoa
Editora: Edições IPAM
Ano da Edição: 2008
N.º de Páginas: 95
Preço de capa on line: 11,95€

[Fonte: Texto – Google]

sábado, 7 de março de 2009

Assírio & Alvim publica antologia bilingue «Forever Somoene Else», de Fernando Pessoa, por Richard Zenith


Forever Someone Else, é uma antologia poética bilingue (português-inglês) de Fernando Pessoa, editada pela Assírio & Alvim. Trata-se de uma selecta traduzida para inglês por Richard Zenith, na qual se acolhe ou recolhe a melhor e mais representativa poesia de Fernando Pessoa e de seus heterónimos.

O volume integra a colecção Documenta Poetica, devolvendo ao público o melhor da poética pessoana que muitos consideravam esgotada.

[Fonte: Imagem – Capa do livro. Google]

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

FERNANDO PESSOA NOUTROS SÍTIOS

Não só sobre Fernando Pessoa, mas também sobre Fernando Pessoa, um sítio à moda de um blogue, útil, bem organizado e cheio de poesia [Fernando Pessoa e Florbela Espanca]. Consultar já:
http://www.prahoje.com.br

segunda-feira, 30 de julho de 2007

MEMÓRIAS FAMILIARES DE FERNANDO PESSOA - A tia-avó Maria Xavier Pinheiro (1830-1911)

Em carta a Armando Côrtes-Rodrigues, Fernando Pessoa referiu-se a esta sua tia-avó materna nascida na Calheta, em S. Jorge, em 1830, vislumbrando através dela raízes poéticas nesta rama familiar, que naquele ambiente aristocrático e conservador de Angra do Heroísmo cultivou o gosto pelas letras e pôde privar com os poetas José Augusto Cabral de Melo e António Moniz Barreto Corte Real.
Nas suas palavras, a tia Maria Xavier Pinheiro era o tipo de mulher culta do século XVIII, céptica em religião, aristocrática e monárquica (…) não admitindo no povo o cepticismo. Da autoria desta sua tia-avó, Fernando Pessoa guardou e transmitiu a Armando Côrtes-Rodrigues o soneto que copiamos (Maria Xavier Pinheiro, «Soneto», in Pedro da Silveira, Antologia de Poesia Açoriana: Do século XVIII a 1975. Lisboa, Livraria Sá da Costa Editora,1977; pp.130-131).

SONETO

Quem sois vós que escreveis o que eu padeço
E em cujo pensar diviso o meu?
Carpis desilusões bem como eu
E a morte desejais, como apeteço.

Meu sentir é por vós tão bem expresso
Que sinto quanto a vossa alma sofreu.
Vossa sorte infeliz me comoveu,
Que o peito igual ao vosso eu tenho opresso.

Se é grato a quem sofreu dos desenganos
O agro dissabor, achar parceiro
Em desditas cruéis − em cruéis danos −,

Sabei que na minh’alma um verdadeiro,
Um íntimo descer, há muitos anos
Me torna num deserto o mundo inteiro.

sábado, 28 de julho de 2007

OS GRANDES PORTUGUESES DA RTP

Entre Janeiro e Março de 2007 o País acompanhou a eleição do maior português de entre os grandes portugueses. Qual concurso para a eleição da "Miss Portugal 2007", os modelos foram criteriosamente “vestidos” por especialistas, cada qual exibindo os melhores dotes. Coube a Fernando Pessoa ser “vestido” por Clara Ferreira Alves.
Fernando Pessoa teve a honra de participar no rol dos dez finalistas, numa competição desde logo bipolarizada entre António de Oliveira Salazar e Álvaro Cunhal, num despique de paixões políticas que acordou antigos ódios e fantasmas.
É agora óbvio, os poetas, os maiores de Portugal, Camões e Pessoa, jamais poderiam ter ganho uma luta tão desigual.
Alegra-nos saber que Fernando Pessoa só entrou nesta competição porque foi arrastado por muitos que lhe conhecem o nome sem lhe conhecer a obra.
Não foi ele quem perdeu. Fomos nós que não lhe ouvimos estas palavras sábias sobre António de Oliveira Salazar:

No meio de um povo de incoerentes, de verbosos, de maledicentes por impotência e espirituosos por falta de assunto intelectual, o lente de Coimbra (Santo Deus!, de Coimbra!) marcou como se tivesse caído de uma Inglaterra astral. Depois dos Afonsos Costas, dos Cunhas Leais, de toda a eloquência parlamentar sem ontem nem amanhã na inteligência nem na vontade, a sua simplicidade dura e fria pareceu qualquer cousa de brônzeo e de fundamental […]

“Salazar acabou por ser eleito o maior português de sempre, e sem surpresa!”


[Fonte: Imagem − Fernando Pessoa. Desenho de Almada Negreiros, datado de 30.11.1935. Google]